Construindo estratégias baseadas em pesquisa
Construindo estratégias baseadas em pesquisa: o case do Restaurante Amendoeira
Nem todo projeto começa com uma ideia grandiosa. Às vezes, ele nasce de uma pergunta simples:
Por que o movimento do restaurante mudou?
Foi assim que começamos essa jornada de descoberta no Amendoeira, um tradicional restaurante de São Luís.
Pesquisa & IA
Eu e meu colega Angelo Rosa, mergulhamos fundo em um trabalho de pesquisa estratégica e análise de comportamento, com o objetivo de entender o que estava acontecendo — e, mais importante, como poderíamos ajudar a transformar a situação.
Ah, e vale dizer: tivemos uma ajuda essencial da Inteligência Artificial no processo, principalmente para agilizar o cruzamento de dados, gerar hipóteses e organizar nossas entregas de maneira prática e estratégica.
O planejamento estratégico
Desde o início, definimos que o trabalho seria dividido em etapas estruturadas, combinando métodos de UX Research e boas práticas de análise de negócios.
Etapa 1
Observação de campo — Etnografia e Teste de guerrilha — Entrevistas rápidas com clientes e colaboradores do restaurante.
Etapa 2
Análise da Indústria – Foco no entendimento do mercado para auxiliar as análises que seriam realizadas a partir dos dados coletados em campo e online.
Etapa 3
Pesquisa online com usuários que ainda não eram clientes do restaurante, porém moravam e frequentavam restaurantes locais de São Luís.
Cada etapa foi pensada para gerar dados qualitativos e quantitativos, nos permitindo montar uma visão completa sobre o comportamento dos consumidores e do próprio mercado local.
As perguntas que nortearam tudo
Durante o projeto, duas grandes questões guiaram nosso trabalho:
- O que poderia explicar a mudança na lotação do restaurante nos últimos meses?
- Por que os clientes estavam associando mais o Amendoeira às pizzas, deixando o cardápio tradicional em segundo plano?

As etapas de pesquisa e análise
Etnografia
Com bservações presenciais, analisamos o comportamento dos clientes — desde o tempo de permanência até o tipo de pedido feito.
Nesse momento que começamos a perceber padrões sociais: grupos preferindo pizzas para compartilhar, famílias buscando praticidade, interesse espontâneo pelos pratos tradicionais.

Entrevistas com garçons
Conversamos com quem vive a operação no dia a dia. Os garçons trouxeram percepções riquíssimas sobre o perfil dos novos clientes e sobre a mudança de comportamento em relação ao cardápio.


Teste de Guerrilha
Fizemos entrevistas rápidas diretamente com os clientes. Perguntamos sobre suas motivações de escolha, percepção da casa e experiência geral.
As respostas reforçaram o que já tínhamos observado
O ambiente estava sendo mais procurado como um espaço para socializar do que para uma refeição formal.

Pesquisa online
Finalmente, ampliamos a visão com um formulário aberto para a cidade, buscando entender como as pessoas escolhem onde comer. Analisamos 51 respostas completas e cruzamos os dados para obter as respostas que buscavamos.
E como a IA nos ajudou e o que aprendemos juntos
Utilizamos a Inteligência Artificial como apoio estratégico, tanto na organização e interpretação de dados quanto na montagem de relatórios, estruturação de insights e sugestões de comunicação. Isso nos permitiu ganhar velocidade, mas sem abrir mão da análise crítica e humana que cada projeto desse tipo exige.
Com todos os dados na mão, conseguimos construir:

Um diagnóstico claro sobre o comportamento do público.

Insights estratégicos para o melhor reposicionamento da marca.

Recomendações de comunicação e experiência de atendimento.
E, acima de tudo, reforçamos o que acreditamos: pesquisa é ferramenta de transformação real. Entender profundamente o cliente, ouvir as pessoas com atenção e traduzir isso em estratégia é o que move projetos que querem criar valor de verdade.
Se você também acredita no poder da pesquisa para transformar negócios, vamos trocar ideias! Nosso mercado precisa (e merece) decisões mais baseadas em dados e empatia.
